13/09/2006
12/09/2006
11/09/2006
06/09/2006
05/09/2006

 

Clipping - 14/09/2006

 

Planos de saúde e hospitais se reúnem para negociar preços - Pernambuco

Recife - Representantes do Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe) e do Grupo de Empresas de Autogestão em Saúde (Gremes) se reúnem hoje, na sede do Gremes, para iniciar as negociações em torno do preço dos materiais descartáveis usados nos hospitais. As negociações, que serão acompanhadas pela Defensoria Pública do Estado, foram restabelecidas depois de um impasse entre as partes, que culminou com a ameaça dos hospitais de suspender os serviços aos usuários dos planos de saúde associados ao Gremes. A medida atingiria cerca de 200 mil pessoas, de 23 planos de saúde.
Os planos de saúde queriam reduzir o preço de alguns produtos descartáveis, modificando a tabela de referência acordada em outubro de 2004. Os hospitais não aceitaram a redução. A reunião de hoje é a primeira depois que as negociações foram retomadas. Antes dela, houve apenas um encontro para elaborar um calendário de discussões.
Sérgio Luís Sônego, presidente do Gremes, explica que as partes começarão a construir uma proposta. O encontro será realizado por uma comissão paritária, formada por quatro representantes dos hospitais e quatro dos planos de saúde. Sônego acrescenta que, além dos descartáveis, também serão negociadas as diárias e as taxas de equipamentos pagas aos hospitais. (Jornal do Commercio)

Movimento de implantação nos Estados - CBHPM

Balanço atualizado em 12/09/2006
Acre - A Comissão Estadual tem nova composição desde agosto e decidiu priorizar as negociações com a Unimed Rio Branco. Até o fim de setembro haverá uma reunião com a diretoria da cooperativa.
Alagoas - A Patologia Clínica acordou o deflator de 10% sobre a CBHPM com Caixa Saúde/Funcef, Asfal e Capesesp. Outras três operadoras da Unidas sofrerão restrição no atendimento se não aceitarem o deflator. A Comissão Estadual propôs à Unidas a redução do deflator sobre a CBHPM para 15% em todas as especialidades e a implantação da quarta edição em janeiro. Diante do impasse, a Endoscopia e a Anestesiologia denunciaram os contratos. O atendimento continua suspenso aos usuários da Amil. A Comissão Estadual negocia com a Unimed a adoção do capítulo 4. Bradesco e Sul América pagam os valores da Classificação por decisão judicial.
Amapá - Os cooperados da Unimed decidiram implantar a CBHPM, mas a singular não tem condições financeiras. Está mantido o sistema pro-rata. A Unidas continua praticando a CBHPM com redutores de 25% para os procedimentos e 30% para UCO. A maior parte dos atendimentos é realizada no Hospital São Camilo. Bradesco e Sul América têm participação pequena no Estado.
Amazonas - Não houve avanços nas negociações entre a Comissão Estadual e a Unidas, seguradoras ou Unimed, que apenas paga R$ 33,60 pela consulta.
Bahia - Diante da proposta da Unidas de aumentar a consulta para R$ 38,00 e os portes em 2,5%, os médicos decidiram em assembléia, no dia 11 de setembro, normalizar o atendimento à Cassi. A operadora, que sofria restrições desde 15 de agosto, liberou os pagamentos atrasados aos médicos. Está agendada uma reunião para o dia 20 de setembro entre a Comissão Estadual e os representantes da Unidas a fim de aperfeiçoar a proposta e definir uma estratégia para a implantação da quarta edição da CBHPM.
Ceará - Os médicos aceitaram a proposta da Geap: o valor da consulta será R$ 36,00 e os procedimentos terão reajuste de 2,17%, de forma retroativa a 1º de agosto. Estas são as mesmas bases fechadas com a Unidas no início do ano, mas que ainda não haviam sido aceitas pela Geap. A classe continuará negociando com a Geap um valor maior de consulta, o reajuste da UCO e dos procedimentos de vídeo, além da garantia de um reajuste anual. Já a proposta da Amil de apenas aumentar para R$ 36,00 as consultas realizadas em Fortaleza foi rejeitada por unanimidade. Na próxima assembléia, agendada para o dia 20 de setembro, os médicos irão deliberar pela suspensão do atendimento aos usuários da Amil ou pelo descredenciamento coletivo. A Unimed Fortaleza pagará R$ 38,00 pela consulta a partir de 1º de novembro e credenciará novos cooperados a partir de 1º de outubro.
Distrito Federal - A Comissão vem se reunindo com as diversas entidades médicas para reunir informações sobre remuneração dos honorários, cobertura de procedimentos, acordos e negociações. A partir deste trabalho, serão definidas estratégias relativas à implantação da CBHPM.
Espírito Santo - Por intermédio do Procon e do Ministério Público, a Comissão Estadual está negociando a implantação da CBHPM e a consulta a R$ 42,00 com algumas empresas de medicina de grupo. A próxima etapa é a negociação com a Unidas. As cinco singulares da Unimed praticam os capítulos 1, 2 e 3 da CBHPM com redutor de 20% e consulta a R$ 42,00. Os médicos atendem os usuários das seguradoras pelo sistema de reembolso, cobrando os valores da CBHPM.
Goiás - Os médicos assinaram com a Geap acordo próximo ao da Unidas: CBHPM com redutor de 10% para a consulta e 13% para os honorários médicos. A diferença é que o documento se refere à quarta edição, com a chancela do Ministério Público Federal. A Gama Saúde e a Unibanco AIG se recusaram a negociar com os médicos, mesmo pagando valores muito abaixo do mercado. Seus pacientes são atendidos somente por reembolso. Continuam as negociações com Golden Cross, Amil e Ipasgo. A Unimed Goiânia, a Saúde Caixa e a Blue Life já implantaram a CBHPM.
Maranhão - A Unidas não aceita estabelecer um prazo para a implantação da quarta edição da CBHPM nem para o reajuste. A Comissão e as Sociedades de Especialidade irão definir uma estratégia de pressão. No geral, as operadoras vêm cumprindo os acordos firmados desde 2004. Os usuários de Sul América, Bradesco e Golden Cross continuam sendo atendidos pelo sistema de reembolso. A Unimed São Luís utiliza a quarta edição, mas paga os médicos pelo sistema pro-rata, que diminui os valores consideravelmente.
Mato Grosso - A Comissão Estadual tem encontrado muita dificuldade nas negociações com a Unidas. A reivindicação aprovada em assembléia é a quarta edição da CBHPM com redutor de 10% para os honorários e 15% para UCO, além da consulta a R$ 42,00. A contraproposta da Unidas foi R$ 38,00 pela consulta, e redutores de 15% e 20%, respectivamente. Os médicos não aceitaram e aguardam novo posicionamento. Não está descartada a suspensão do atendimento. As Unimeds Cuiabá e Vale do Sepotuba (Tangará da Serra) pagam valores semelhantes aos da CBHPM. A segunda já utiliza também os códigos. A Comissão fechou acordo de reajuste com a Golden Cross.
Mato Grosso do Sul - A Comissão Estadual conseguiu acordar com a Unidas a implantação da quarta edição da CBHPM. No entanto, Assefaz, Companhia Vale do Rio Doce, Plansfer e Proasa não aceitaram o acordo e sofrem suspensão do atendimento. Outras operadoras de autogestão que integraram o acordo agora alegam determinação nacional de não cumpri-lo. Por outro lado, a Otorrinolaringologia, a Urologia e a Reumatologia ainda não normalizaram o atendimento à Unidas em razão de questões específicas de suas áreas. A Unimed Campo Grande paga R$ 37,80 pela consulta (pro-rata), mas não implantou a CBHPM. A Comissão Estadual irá se reunir com as Sociedades de Especialidade em breve para traçar novas estratégias.
Minas Gerais - A Unidas ainda não implantou a quarta edição da CBHPM, mas continuam as negociações. A Comissão Estadual está em contato com as 62 singulares da Unimed; a maioria afirma estudar uma estratégia para a implantação. Estão em vigor os acordos propostos pela AGF, Bradesco e Unibanco AIG. Os convênios da Abramge não estão honrando os compromissos assumidos. Grande parte dos médicos se descredenciou de Golden Cross, Amil, Asmédica, Medial e Só Saúde e está atendendo as seguradoras Sul América, Brasil Saúde, Gralha Azul, Itauseg, Marítima e Notre Dame por reembolso.
Pará - Na assembléia de 31 de agosto, os médicos rejeitaram a proposta da Unidas (27 operadoras) de consulta a R$ 36,00 e redutor de 18% sobre a terceira edição da CBHPM, assim como as propostas da São Braz Saúde, Top Saúde e Amazon Saúde. A classe continuará negociando também com o Hospital Adventista de Belém, Ipamb, Geap, Ipasep, Hospital Amazônia e Justiça Federal. Foram fechados acordos com Unimed Belém e Unimed Federação (consulta a R$ 37,00 a partir de setembro e R$ 42,00 em janeiro, além de negociação em maio para reajuste dos procedimentos); Grupo Líder e Blue Life (consulta a R$ 37,00 a partir de outubro, R$ 42,00 em janeiro e redutor de 10% sobre a CBHPM para os procedimentos); Pas-Cefet, Nippon Saúde e Cooperativa Mista dos Rodoviários (consulta a R$ 42,00 e CBHPM quarta edição com redutor de 5% para os procedimentos a partir de outubro); e Prima Saúde/Amil (consulta a R$ 38,00 a partir de outubro, R$ 42,00 em janeiro e redutor de 10% sobre a quarta edição da CBHPM para os procedimentos e 20% sobre a UCO). Está mantido o atendimento por reembolso às empresas Sul América, Bradesco, Golden Cross, AGF, Medial, Infraero, Luck Saúde, Mediservice, Hapvida, São Braz Saúde, Top Saúde e Amazon Saúde. Uma nova assembléia está prevista para 29 de setembro.
Paraíba - A Unimed João Pessoa implantará a CBHPM em novembro com redutor de 10% para os honorários médicos. O capítulo 4 será adotado com valores correspondentes ao CH de R$ 0,30. A Unidas está negociando a implantação da quarta edição. Haverá nova rodada de negociação com a Geap na segunda quinzena de setembro. As negociações com as empresas de medicina de grupo e seguradoras aguardam orientações nacionais.
Paraná - A Comissão Estadual pretende iniciar as negociações com a Unidas sobre o reajuste e a adoção da quarta edição da CBHPM. Não houve avanço em relação à Unimed.
Pernambuco - A Unidas se comprometeu a responder a Comissão Estadual sobre o reajuste e a implantação da quarta edição da CBHPM depois de 31 de agosto, mas ainda não o fez. Os médicos também estão negociando com a Intermédica, Saúde Excelsior e Ideal Saúde. A Unimed Recife reajustou a consulta para R$ 36,00. A Comissão Estadual agora negocia a adoção do capítulo 4 pela cooperativa.
Piauí - A Unidas ainda não se posicionou sobre a implantação da quarta edição da CBHPM e afirma aguardar orientações nacionais. Golden Cross, Sul América e Bradesco se recusam a implantar a CBHPM. Os médicos têm acordos com a Unimed e os planos dos servidores do Estado (Iapep) e do município (IPMT).
Rio de Janeiro - Os médicos suspenderam, desde 24 de agosto, o atendimento por guia à Caarj (Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro) e à CAC (Caixa de Assistência dos Servidores da Companhia Estadual de Águas e Esgotos), a partir de 12 de setembro. São cobrados diretamente dos pacientes R$ 42,00 pela consulta e CH de R$ 0,36 pelos procedimentos, para posterior reembolso. A Caarj havia proposto consulta a R$ 38,00 e CH de R$ 0,34 e possível implantação da CBHPM no segundo trimestre de 2007. A CAC afirma não ter previsão de reajuste dos honorários. Ambas pertencem ao grupo Unidas e têm atrasado os pagamentos aos médicos por três a quatro meses. Na assembléia de 21 de agosto, os médicos aprovaram as propostas de reajuste da consulta e do CH das seguradoras Bradesco e Sul América e das empresas de medicina de grupo Amil, Dix, Golden Cross, Assim e Mediservice.
Rio Grande do Norte - A Comissão Estadual está articulando um movimento, via cooperativa, para reivindicar a adoção da CBHPM plena pelas operadoras. Está prevista uma assembléia geral para a primeira quinzena de outubro. A Unimed implantou a CBHPM com redutor de 20%, mas continua no sistema pro-rata.
Rio Grande do Sul - A Comissão Estadual está sendo reformulada para retomar as negociações com os diversos segmentos.
Rondônia - A Unimed Rondônia afirma praticar a CBHPM com redutor de 20% desde janeiro, à exceção do SADT, mas na prática os médicos estão recebendo apenas a consulta pela Classificação. A Comissão Estadual está empenhada em se reunir com a diretoria da cooperativa nos próximos dias para resolver o impasse. Os médicos também negociam a retirada do deflator sobre a CBHPM com Unidas (terceira edição), Cassi, Ipam, Sintero Saúde e Astir. Ainda não adotaram a Classificação a Geap, Ameron, Bradesco e Sul América.
Roraima - Não houve avanço nas negociações com a Unidas. Em 2005, foram fechados acordos de implantação da CBHPM sem redutores com 14 planos. Medial, Geap e Amil também já adotaram a Classificação. Foi normalizado o atendimento aos usuários do Bradesco.
Santa Catarina - A Geap aceitou o acordo firmado com o grupo Unidas (reajuste de 1,5% sobre os procedimentos e 1% sobre a UCO, com a consulta a R$ 37,00) de forma retroativa a 1º de agosto. O atendimento, suspenso havia dois meses, foi normalizado no último dia 18. Até então, era utilizada a CBHPM com redutor de 20% para procedimentos e 30% para UCO. A Comissão Estadual negocia com a Unidas a adoção da quarta edição da Classificação. Todas as 23 singulares da Unimed no Estado adotaram a nova codificação, sendo que 17 praticam os valores da CBHPM.
São Paulo - Os médicos fecharam acordo com a Unidas: consulta a R$ 36,00 e adoção da CBHPM com redutor de 17% para os portes. O acordo é válido a partir de 1º de setembro de 2006, com previsão de reajuste em janeiro de cada ano, e se refere à terceira edição da Classificação. As negociações para a adoção da quarta edição estão adiantadas. Aceitaram o acordo Fundação Cesp, Sabesprev, Saúde Caixa, SPA- Sistema Paulista de Assistência, ABAS 15, SP Trans, GE Industrial, Capesesp, Fassincra e Economus. Já a Petrobras concordou com o valor proposto para consulta e com um deflator de 20% para os portes, enquanto a Cassi (Banco do Brasil) aceitou o valor de R$ 35,00 para a consulta, mantendo o deflator de 17% para os portes. Em reunião com a Comissão Estadual, a Federação das Unimeds do Estado de São Paulo se comprometeu a estudar uma estratégia para implantação da CBHPM.
Sergipe - Estão avançando as negociações com a Unidas sobre o reajuste e a implantação da quarta edição da CBHPM. A Unimed adotou a codificação da Classificação, mas utiliza o sistema pro-rata para os pagamentos referentes aos três primeiros capítulos e o CH de R$ 0,25 sobre o quarto. Não houve avanço em relação aos demais segmentos.
Tocantins - A Unimed reajustou a consulta para R$ 38,00 e estuda implantar a CBHPM com redutor de 20% em outubro. Os usuários da Unidas e dos demais planos pagam R$ 60,00 pela consulta e os valores da CBHPM pelo sistema de reembolso. (AMB)

Prazo de adesão ao Refis III acaba amanhã

O secretário-adjunto da Receita Federal Paulo Ricardo de Souza Cardoso descartou ontem dar mais prazo para que devedores da União aproveitem a renegociação do Parcelamento Extraordinário, o Refis 3, cujo prazo termina amanhã. Até terça-feira, mais de 100 mil empresas aderiram ao programa. O governo espera que esse número suba para 125 mil até as 20h de amanhã.
O número se aproxima da primeira edição do Refis, quando 129 mil empresas renegociaram dívidas com a Receita, Previdência e com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. O Paes, segunda oportunidade dada pelo governo com maior prazo e redução de juros, recebeu 280 mil adesões.
"O que vale é o prazo até as 20h do dia 15 de setembro [amanhã]", disse o secretário-adjunto.
Até o início do mês, 135,6 mil empresas foram excluídas do Paes por inadimplência de três parcelas consecutivas. Outras 48,9 mil quitaram a dívida.
Quem estiver no Paes ou no Refis pode cancelar o financiamento e aderir ao Paex com as regras novas. Os que contestam o débito na Justiça devem abrir mão dos processos.
As empresas que tiverem débitos vencidos até 28 de fevereiro de 2003 podem pagar em até 130 meses; os débitos de 1º de março de 2003 a 31 de dezembro de 2005 podem ser parcelamento em até 120 meses. Para aderir, a empresa deve acessar o endereço www.receita. fazenda.gov.br. (Folha de S.Paulo)

Mais de 100 mil optaram por novo parcelamento - Refis III

A Receita Federal divulgou um balanço das adesões ao novo programa de parcelamento de dívidas tributárias com o órgão e com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Até terça-feira (12), foram recebidos mais de 100 mil pedidos de adesão ao programa, previsto na Medida Provisória 303, editada em 29 de junho deste ano. As adesões são feitas exclusivamente pela internet e o prazo vai até sexta-feira (15) às 20 horas.
A expectativa da Receita Federal é que o número de adesões ultrapasse as 129 mil renegociações do último programa. Em entrevista à imprensa, o secretário-adjunto da Receita Federal, Paulo Ricardo de Souza Cardoso, explicou que o prazo não deve ser prorrogado. Indagado sobre possíveis dificuldades que as empresas estão tendo para aderir ao programa, Cardoso disse que a Receita não encontrou nenhum problema com o sistema eletrônico.
“Não reconheço que haja nenhuma dificuldade. As empresas que adediram não tiveram qualquer dificuldade. Desde o mês de agosto, a Receita disponibilizou as informações e as facilidades no site. O contribuinte não precisa sair de casa ou de sua empresa para desistir das ações judiciais, desistir de parcelamentos anteriores e optar por algumas das modalidades da Medida Provisório 303. O formulário é auto-explicativo e rápido”, disse.
O novo financiamento permite o parcelamento em até 130 meses dos débitos tributários e previdenciários feitos até 28 de fevereiro de 2003. A MP também possibilita a redução de metade do valor da multa e correção pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje em 7,5% ao ano. Caso o contribuinte prefira quitar a dívida à vista, haverá redução de 30% dos juros e 80% do valor da multa.
Para os débitos contraídos entre março de 2003 e dezembro de 2005, a MP permite o parcelamento em até 120 meses e correção pela taxa básica de juros (Selic), que está em 15,25% ao ano. Para mais detalhes, o contribuinte pode acessar os sites da Receita Federal e da Procuradoria Geral da Fazenda. (Edla Lula e Aloisio Milani - Agência Brasil)

Justiça obriga estado aplicar percentual mínimo de verbas na Saúde - Pernambuco

A Justiça Federal determinou que o Estado de Pernambuco aplique na área de Saúde o percentual mínimo de 12% da receita de impostos e transferências constitucionais. A decisão, resultado de julgamento de ação movida pelo MPF-PE (Ministério Público Federal de Pernambuco), condena o Estado a incluir na verba para a Saúde de 2007 o percentual mínimo exigido pela Constituição mais o valor resultante das receitas indevidamente não aplicadas em anos anteriores.
A Justiça Federal determinou também que Pernambuco envie, semestralmente, dados referentes ao orçamento da Saúde para o Siops (Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde). A execução da sentença, no entanto, está sujeita à apreciação da decisão pelo TRF-5ª Região.
Segundo a assessoria de imprensa do MPF-PE, a ação civil pública, ajuizada em 2004, argumentou que Pernambuco previu, naquele ano, aplicação de apenas 10,13% em ações e serviços públicos de saúde —conforme constatado em perícia contábil—, quando a lei orçamentária do Estado estabelecia que, em 2004, deveria ser destinado 12,7% da receita para a saúde. O MPF alega que, para chegar a esse percentual, foram computadas despesas que não atendem ao princípio da universalidade de cobertura e atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde).
De acordo o MPF, o Estado de Pernambuco considerou gastos que não estão autorizados pelo Conselho Nacional de Saúde, como assistência a grupos específicos de beneficiários (policiais, bombeiros, militares e dependentes), bem como atendimento aos servidores do Estado, para atingir o percentual exigido. Ainda foram computados irregularmente recursos transferidos da Secretaria de Saúde ao Funafim (Fundo Financeiro de Aposentadoria e Pensões dos Servidores).
O MPF-PE alegou também que o Estado excluiu indevidamente receitas do cálculo do percentual mínimo para 2004. Não foram computadas receitas da dívida ativa de impostos, de multa e juros de mora do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), bem como as do IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física) e ICMS do Distrito de Fernando de Noronha. Considerando essa diminuição da base cálculo e os gastos incluídos indevidamente, o Estado, segundo o MPF, deixou de aplicar em saúde mais de R$ 83 milhões em 2004. (Última Instância)

Riscos do uso contínuo de Cataflan e Voltaren - Bahia

Princípio ativo dos remédios aumenta perigo de ataque cardíaco e morte súbita
O levantamento de dezenas de estudos demonstrou que o diclofenaco – princípio ativo dos tradicionais remédios Voltaren e Cataflan – pode aumentar em 40% os riscos de ataque cardíaco e morte súbita. O diclofenaco também é vendido como genérico no Brasil. A informação foi divulgada, no iní-cio da semana, pela edição on-line da revista Nature. Os riscos cardiovasculares da droga são tão graves quanto os apresentados pelo antiinflamatório Vioxx, retirado do mercado há cerca de dois anos. A revisão sobre as pesquisas anteriores, publicada também no Journal of the American Medical Association, analisou 23 estudos que envolveram 1,6 milhão de pacientes.
A professora Maria Angélica de Freitas, 45 anos, sofre de problemas na coluna há 20 anos e durante quatro utilizou o remédio Voltaren para inibir as fortes dores. Há dois anos, ela começou a ter taquicardia (aumento da freqüência cardíaca) e só conseguiu se livrar do problema após suspender o uso da medicação. “Nunca imaginei que pudesse estar associado ao Voltaren. Só acreditei depois de ler a bula e procurar um especialista que recomendou a suspensão da medicação”, contou.
Há quem não acredite que o diclofenaco seja capaz de causar alterações cardíacas. A estudante de psicologia Flávia Ferreira, 26 anos, tem crises constantes de amidalite (inflamação na garganta) e sempre faz uso do Cataflan. “Eu tomo desde adolescente e nunca senti nada. Aliás, na minha casa todo mundo toma o Cataflan quando desenvolve qualquer processo de inflamação”, disse a jovem.
O diclofenaco é uma das substâncias mais receitadas do mundo. O cardiologista Mário Milton Pires afirma que a substância pode causar problemas somente se for utilizada por um longo período. “O problema é que as pessoas já usam esses remédios sem ao menos consultar o médico. Basta aparecer qualquer dor forte que os leigos se medicam com Cataflan e Voltaren. Toda medicação tem contra-indicação, principalmente quando é utilizada por muito tempo”, disse o médico que sugeriu o uso do naproxeno – remédio que faz o mesmo efeito e tem reações adversas mais brandas.
A empresa fabricante do Voltaren e Cataflan, a Novartis, afirmou que o tipo de estudo realizado “não é aceito pelos órgãos reguladores como evidência clínica para suporte de registro de produto”. A nota afirma ainda que outros estudos científicos não indicam qualquer aumento de risco cardiovascular relacionado ao uso do diclofenaco. A empresa lembra ainda que o estudo não levou em consideração dados favoráveis ao remédio e considera o resultado do estudo questionável. A empresa não pretende retirar os medicamentos de circulação. (Camila Vieira - Correio da Bahia)

Agência disponibiliza TissNet

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está disponibilizando para operadoras e prestadores de serviços de saúde o software de referência TISSNet. Esse software, cujo uso é opcional, objetiva fomentar a implantação do padrão de troca de informações em saúde suplementar - TISS.
Estabelecido pela RN nº 114/2005, o padrão TISS define documentos (guias e demonstrativos de pagamento) e transações eletrônicas padronizadas a serem trocadas entre as operadoras de planos de saúde e seus prestadores de serviço. (ANS)

Plano de saúde lidera reclamações

A Comissão Municipal de Defesa do Consumidor recebeu 34.300 queixas de janeiro a agosto. Do total, 7215 foram referentes a reajustes abusivos dos planos de saúde e 6.130 reclamações foram contra a Telemar, com relação a ligações não reconhecidas ou a contas com valores considerados elevados. Outras 3.665 queixas diziam respeito à prestação de serviço realizada por empresas de telefonia móvel. (JB Online)

Parto de emergência invalida carência em plano

Prazo de carência em plano de saúde para qualquer procedimento obstétrico não é válido em caso de risco de morte do bebê. Com esse entendimento, a 5ª Câmara Cível do TJRS, manteve condenação a Unimed de Vale dos Sinos-Sociedade Cooperativa de Trabalho Médico Ltda. ao pagamento de todas as despesas relacionadas à cesariana a que se submeteu sua associada.
A autora ingressou com ação de danos materiais e morais na Comarca de Novo Hamburgo sustentando que, além de arcar com todas as despesas hospitalares, sofreu abalo emocional sentindo-se humilhada e enganada pelo plano de saúde. Narrou que em 2002 firmou um plano de saúde que lhe garantia todos os tipos de serviços credenciados pela empresa. No mesmo ano, descobriu que estava grávida e faltando 13 dias para o término da carência, teve que se submeter a uma cesariana de urgência, tendo a cobertura negada.
Segundo a Unimed, a cláusula do contrato estava clara e objetiva, sabendo a autora das limitações. Enfatizou que o convênio firmado entre as partes cumpria exatamente a previsão legal, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar.
Com base no depoimento do médico obstetra, o relator do recurso, Desembargador Leo Lima, comprovou que a gravidez foi interrompida em virtude do risco de morte da criança. O magistrado entendeu que o prazo de carência somente não foi cumprido pela situação emergencial e condenou a empresa ao pagamento das despesas hospitalares.
"Inegável, portanto, que o bebê da autora sofria risco de morte, o que ensejou a intervenção cirúrgica com urgência", ponderou o Desembargador. "Diante disso, a recusa da ré, de cobertura do parto da autora, não se mostrou justificada, tendo em vista a observação prevista na Lei n° 9.656/98, no sentido de que o prazo máximo de carência não pode ultrapassar 24 horas, em casos de urgência e emergência."
Todavia, para o relator, não houve constrangimento ou humilhação, a negativa da ré não passou de um mero aborrecimento, não se configurando assim, a indenização por dano moral.
Os Desembargadores Agathe Elsa Schimidt da Silva e Paulo Sérgio Scarparo acompanharam o voto do relator. O julgamento ocorreu no dia 2/8. (IDEC)

ANS fomenta pesquisa em saúde suplementar

Um convênio firmado entre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) irá possibilitar o financiamento de pesquisa na área de saúde suplementar. A ANS vai financiar R$ 1 milhão de reais em pesquisas nas áreas científica, tecnológica e de inovação. O Edital MCT - CNPq - nº 46/2006, publicado no Diário Oficial da União, no dia 8 de setembro, convoca os interessados a apresentarem propostas até o dia 22 de outubro, através de formulário eletrônico (veja abaixo o link para o edital). A divulgação dos resultados está prevista para acontecer em 11 de novembro e o início da contratação dos projetos, em 11 de dezembro deste ano. Os projetos poderão ter prazo de execução em até 24 meses, contados a partir da data da primeira liberação de recursos. Universidades e centros de ensino e pesquisas com produção de conhecimento científico poderão se candidatar ao financiamento.
Segundo a Alexia Ferreira, gerente-geral da Diretoria de Gestão da ANS, a cooperação técnica com o CNPq e o DECIT/MS (Departamento de Ciência e Tecnologia/Ministério da Saúde) garante a qualidade da seleção das pesquisas a serem financiadas. Poderão apresentar propostas, na qualidade de coordenador do projeto, pesquisadores com título de doutor, vinculados a instituições brasileiras de ensino superior, institutos ou centros de pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados.
Alexia Ferreira ressalta que a ANS tem tradição de sempre ter fomentado a pesquisa em parcerias com várias instituições nacionais e estrangeiras. "Para a Agência, o edital possibilitará a democratização do processo de participação de outras instituições que desejam produzir conhecimento em saúde suplementar", assinala. A atual gestão da ANS tem buscado estimular e fortalecer mecanismos de incentivo à produção do conhecimento em saúde suplementar caracterizados pela democratização desse processo e pela ampliação da interlocução da Agência com um maior número de instituições e pesquisadores.
A ANS considera que a publicação de Editais de Pesquisa apresenta-se como um dos instrumentos capazes de divulgar as oportunidades de fomento à pesquisa. Ela também reconhece a expertise no incentivo à pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação em saúde partilhada pelo Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT).
Valores estimados por projeto
Os recursos destinados aos projetos estão alocados em duas faixas: a primeira contempla, por projeto, valores de até R$ 30 mil; neste caso, poderão ser financiadas propostas de pequeno porte, quando apresentarem mérito técnico-científico. A segunda faixa estima recursos desde R$ 30 mil até R$ 100 mil e tem como foco propostas que contemplem mais de um tema, ou de maior número de questões ou problemas relacionados aos temas/linha de apoio ou que apresentarem abordagem transversal. Esses estudos deverão ser sobretudo cooperativos e multidisciplinares, envolvendo diferentes instituições.
No caso de acontecer sobra de recursos em uma das faixas, o montante poderá ser remanejado para outra faixa.Cerca de 30% do valor global será destinado a projetos desenvolvidos por pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior ou de pesquisa sediadas nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Os eixos temáticos relacionados como prioritários para o contexto de regulação atual fornecerão subsídios para o financiamento de pesquisas no campo da saúde suplementar. A seguir, os temas para projetos de pesquisa e desenvolvimento contemplados no edital.
1. Estrutura de mercado
1.1. Estrutura de mercado por segmento e modalidade
1.2. Modelos de negócios e estratégias empresariais
1.3. Estímulo à concorrência: barreiras à entrada e saída do mercado
1.4. Impacto financeiro da portabilidade de carências
1.5. Seleção e construção de indicadores econômico-financeiros em modelos de previsão de insolvência
1.6. Relação entre planos privados de saúde e o mercado de trabalho no Brasil
1.7. Transferência de carteira: motivação e impacto no mercado
2. Regulação em Saúde
2.1. Relações entre o público/privado
2.2. Relação entre agentes: operadoras, usuários, prestadores, ANS
2.3. Ação regulatória da ANS e relação com Judiciário, Legislativo e Executivo
2.4. Ação regulatória da ANS e relação com operadoras, prestadores e beneficiários
2.5. Macrorregulação e microrregulação (ANS)

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