Licitação
atrasa e Unicat está sem remédios - Rio Grande do Norte
A
unidade de distribuição de medicamento do Governo do
Estado, Unicat, enfrenta mais uma crise. Há dois meses
faltam medicamentos na central. O motorista Itamar Ferreira
da Silva foi ontem tentar receber um medicamento de
hipertensão para uma senhora amiga. No entanto, recebeu a
resposta de que o produto só estará disponível em um mês.
“Quando eu vim pegar a primeira vez eles deram o prazo de
um mês. Agora eu vim novamente e eles falam mais um mês.
Como ela (a senhora) não tem dinheiro, terá que ficar sem
medicamento até a Unicat resolver esse problema”,
comentou o motorista.
A diretora Técnica da Unicat, Maria José de Souza Pieretti,
confirmou a baixa no estoque dos medicamentos nos últimos
dois meses. Segundo ela o problema ocorreu pelo atraso no
processo licitatório e a escassez de recursos.
Mas a diretora garantiu que o problema está sendo
resolvido. Segundo ela, a licitação já foi feita e os
empenhos também. “Até terça ou quarta-feira estaremos
com o estoque normalizado”, destacou, acrescentando que a
compra dos produtos será suficiente para um mês. Maria José
detalhou que em 2004 foram gastos R$ 35 milhões com a
compra de medicamentos pela Unicat, ano passado a cifra foi
de R$ 30 milhões e esse ano a estimativa já é de R$ 30
milhões. Como é um programa conveniado com o Governo
Federal, deste valor total 40% são recursos do Ministério
da Saúde.
A diretora disse que a obrigatoriedade da Unicat é
distribuir os medicamentos que estão no Programa de
Medicamentos de Dispensa
em Caráter Excepcional.
“Medicamentos de hipertensão e diabetes são
responsabilidade da rede básica. O nosso programa é de 50
patologias, com cerca de 150 medicamentos, em 240 apresentações
diferentes”, explicou Maria José.
No entanto, ela não soube explicar o porquê da funcionária
da Unicat ter informado para o motorista Itamar Ferreira que
o remédio da hipertensão chegaria em um mês se,
teoricamente, a unidade não teria obrigação de distribuir
o produto. (Tribuna do Norte)
Portabilidade
nos Planos de Saúde
Tudo
leva a crer que a sustentação da Portabilidade na carência
dos planos de saúde esteja muito mais relacionada ao campo
político populista do que na edificação de um modelo
sustentável da saúde suplementar
A ANS - Agência Nacional da Saúde Suplementar - está
movimentando o mercado de operadoras de saúde ao anunciar
que pretende criar um mecanismo para excluir a carência no
momento da troca do plano de saúde pelo usuário, alegando
que isso trará mais concorrência e melhor qualidade de
serviços.
A lei 9656 que fixou os limites de carência, ou seja, o período
máximo em que o consumidor cumpre até poder utilizar os
serviços do plano de saúde é de 1998 e está fundamentada
na proteção de eventual má fé na contratação da assistência,
visto que antes da lei havia contratos abusivos.
Nos áureos tempos em que o mercado efetivamente estava em
situação de competição, em virtude de uma demanda maior
que a oferta, chegou-se a utilizar a redução dos períodos
de carência, e em alguns casos até se praticou a isenção
total de carências. Porém, no cenário atual, no qual as
operadoras estão insatisfeitas com o desempenho de suas
carteiras, não há qualquer movimento para incentivar a
migração para outros produtos. Aliás, mesmo os mecanismos
de incentivo à venda estão raros.
Todos os estudos e avaliações a respeito deste assunto já
atestaram a necessidade e efetividade do uso da carência
como fator de controle e parâmetro técnico-atuarial, e a
sua flexibilização ou isenção é uma ferramenta de
concorrência que cabe a cada operadora praticar por livre
arbítrio. A mensalidade de um plano de saúde é para
cobrir os riscos previstos nas coberturas, nas características
do contrato, inclusive quanto a carência.
A primeira vista a proposta de Portabilidade (que se traduz
pela transferência da carência já cumprida para uma nova
operadora) pode ser vista ingenuamente como um benefício à
população, mas a sua prática é inviável no atual modelo
de saúde e suas conseqüências podem ser piores para os
consumidores, principalmente por gerar novos custos.
O termo Portabilidade se aplica de forma adequada para os
fundos de pensão, ou seja, ao migrar de uma empresa para
outra se aplicam regras para que o capital investido e sua
remuneração sejam transferidos, como de propriedade do
investidor. Na assistência médica não se trata de
investimento e sim de consumo.
Plano de saúde não tem função de capitalização, pois
ao participar por seis ou sessenta meses de um plano não se
gera qualquer “capital/fundo”. O valor pago é uma
‘contra prestação’ como ocorre com o aluguel de um imóvel,
por exemplo.
O argumento de que o consumidor fica refém do contrato em
função da carência é o mesmo que atestar que o interesse
em trocar de operadora se dá por má fé, ou seja, por
necessidade pré-conhecida.
Considerada a capacidade e habilidade dos técnicos
envolvidos na proposta da ANS, tudo leva a crer que a
sustentação da Portabilidade na carência dos planos de saúde
esteja muito mais relacionada ao campo político populista
do que na edificação de um modelo sustentável da saúde
suplementar. Se assim não for estamos diante de
oportunismo, no qual para atender justa demanda do mercado
cria-se “moeda de troca”. (Pedro Fazio - Saúde
Business)
Amil
lança plano para saudáveis e para baixa renda
Seguindo
o conceito de “fatores de moderação” adotado pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS), envolvendo um público
consumidor considerado “saudável” — que não tem
interesse em pagar integralmente um plano de saúde — e
aqueles que não possuem condições de efetuá-lo a preços
tradicionais, a Amil vai lançar um novo produto em meados
de outubro. Trata-se do Amil Flex, espécie de seguro de saúde
que, segundo, Paulo Marcos Senra Souza, assessor da presidência
da Amil, terá custo até 40% menor do que o dos planos
tradicionais.
O Amil Flex será pago em forma de franquia por evento médico,
isto é, o associado terá acesso a consultas, exames e
internação em caso de patologias graves que não pode
prever, sem custo adicional.
Em outros casos, o associado deve pagar a franquia sob
enfermidades consideradas “controláveis” como acidentes
ou a realização de cirurgias estéticas. ”A Amil quer
atingir uma parcela de 15 milhões de pessoas que ainda não
têm planos de saúde no País ou que só querem obter um
para se proteger“, afirma o assessor. O novo produto segue
a estratégia da Amil de diminuir custos. Quem utiliza
outros serviços da operadora, específicos para tratamentos
de enfermidades crônicas, poderá utilizar o plano de
cirurgias de alta complexidade sem custo adicional. (DCI)
TCU
vê irregularidades em hospitais federais no Rio
O
Tribunal de Contas da União (TCU) detectou irregularidades
na contratação de fundações particulares por hospitais
federais do Rio para apoio institucional. Segundo o ministro
Marcos Vilaça, relator do processo, para não haver
transtornos à população, a substituição dos funcionários
das fundações de apoio deve se dar de maneira gradual e
planejada, mas também precisa ser decisão comprometida e
firme. "Do tamanho que está, esse embaraço não se
resolve de uma hora para a outra. A solução enfrenta a
limitação orçamentária, fora o tempo de realização de
concursos públicos", ressaltou Vilaça.
O TCU fixou o prazo de um ano para o Ministério da Saúde
substituir definitivamente os funcionários contratados de
forma indireta por concursados, e de 180 dias para que
organize o serviço interno, fixando os quantitativos de
cargos por categorias e postos de chefia, considerando a
especialização e a especificidade necessárias para cada
um. (Aziz Ahmed - Jornal do Commercio)
Gasto
da Saúde
em Rio Preto
fica abaixo da média nacional - São Paulo
São
José do Rio Preto - Os recursos per capita destinados à saúde
pela Prefeitura de Rio Preto são inferiores à média
nacional.
O orçamento do município para 2006, incluindo recursos próprios
e da União, é de cerca de R$ 92 milhões. O valor,
dividido pela população estimada (400 mil habitantes) e
multiplicado pela cotação de R$ 2,14, resulta num total de
R$ 107,69.
Segundo pesquisa da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o país
destina por ano US$ 140 para cada habitante. O valor
representa 10% do que é investido pelo Japão, Canadá e países
europeus, e fica abaixo de países da América Latina, como
Argentina (US$ 362) e Uruguai (US$ 304).
Outro lado
O secretário de Saúde, Arnaldo Almendros, atribui o baixo
valor às verbas repassadas pela União e pelo Estado. “O
governo federal repassa R$ 13 por pessoa e o governo
estadual só manda recursos em remédios para o Programa
Dose Certa”, afirma.
Almendros diz que os investimentos estão além do exigido
pela lei. “Investimos 23% do orçamento, enquanto a lei
exige 15%.”
‘União maquia números’
Os gastos do governo federal com saúde são maquiados para
atingir o valor mínimo exigido pela lei, que é de 4% do Orçamento
da União. A acusação é do secretário de Saúde de Rio
Preto, Arnaldo Almendros.
“Eles distorcem os números incluindo programas sociais
como o Bolsa Família, que não tem nada a ver com a área
de saúde”, afirma.
Os recursos destinados ao saneamento básico também são
adicionados à verba nacional do setor. “Isso até tem
impacto na saúde, mas deveria ser considerado em outra
pasta”, acrescenta.
Segundo ele, a saída para aumentar as verbas seria uma
reforma tributária e a revisão da emenda constitucional nº
29, que prevê os investimentos mínimos na área pela União,
Estados e municípios. “O valor do ICMS (Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços) que o Estado
repassa é muito injusto”, diz o secretário.
Secretário reclama do Estado
Os recursos para o programa Dose Certa, única ajuda enviada
para a Secretaria de Saúde de Rio Preto pelo governo
estadual, não traz tantas vantagens ao município. Por
isso, a pasta estuda deixar o programa.
“Se sairmos, poderemos conseguir um valor melhor que o
enviado pela Fundação do Remédio Popular de São
Paulo”, diz o secretário Arnaldo Almendros.
O ‘Dose Certa’ repassa R$ 1,65 da União e R$ 1 do
Estado, por habitante, na compra de remédio . Segundo o
secretário, enquanto o governo federal reajustou o valor em
fevereiro e setembro de 2005, o governo estadual manteve a
quantia.
A secretaria também está realizando cortes em vários
projetos. O programa de distribuição de leite, por
exemplo, adotou critérios mais rigorosos ligados à área
da saúde. “Essas ações visam racionalizar o uso do
dinheiro no município”, justifica.
(Thaís Cardoso - TEMMAIS Bom Dia Rio Preto)
Apelo
para tirar filho de hospital - Santa Catarina
Família
de criança com doença degenerativa aciona Justiça
em Concórdia
Uma
família de Concórdia, no Meio-oeste do Estado, está
movendo ação judicial contra a Prefeitura e o Instituto
Nacional de Seguridade Social (INSS) para poder levar o
filho que sofre de uma doença degenerativa para casa. A família
quer que o poder público banque a montagem de uma unidade
de terapia intensiva e disponibilize uma equipe médica para
que o menino G., de 13 meses, possa passar o restante da
vida na residência dos pais.
G. nasceu no dia 7 de julho de 2005 e apresentou
dificuldades de movimento pouco depois de deixar o hospital.
Exames feitos confirmaram que o recém-nascido sofria de
hipotonia muscular. Aos três meses, o bebê fez exames mais
completos em Curitiba, no Paraná. Um exame de DNA confirmou
o diagnóstico de atrofia muscular espinhal tipo I, também
conhecida como doença de werdnig-hoffmann. Trata-se de uma
doença crônica, degenerativa, de origem genética e sem
tratamento.
Segundo previsão dos médicos que atenderam G., crianças
que sofrem dessa doença vivem apenas de seis meses a um
ano. Mas os pais do menino pesquisaram via internet e
descobriram casos de crianças com cinco e sete anos ainda
vivas. Eles ficaram sabendo também que quatro portadores da
doenças, um no Rio de Janeiro e três no Ceará,
conseguiram tratamento domiciliar bancado pelo Sistema Único
de Saúde (SUS).
O pai de G., Dirceu Benelli, criou um blog na internet para
contar a história do bebê. No blog, a família explica
porque resolveu lutar na Justiça para levar o filho para
casa. "Isso nos motivou a buscar a internação
domiciliar porque não achamos digno que um ser humano tenha
que passar sua vida toda dentro de um hospital. Não que o
G. seja tratado mal, muito pelo contrário, porém um bebê
de um ano precisa ser estimulado, precisa de carinho e atenção,
precisa de alguém para satisfazer suas "manhas",
que o console enquanto chora, que o movimente, enfim que
proporcione aquilo que só o carinho materno consegue",
escreveu Dirceu no blog.
A Justiça de Concórdia deu ganho de causa à família num
primeiro momento, mas a Prefeitura recorreu e o caso foi
parar
em Florianópolis. A
família garante ainda que a internação em casa é 40%
mais barata que na UTI de um hospital. Os pais de G. querem
também divulgar o que é a doença. "Nossa mobilização
visa conscientizar as pessoas sobre o assunto, sensibilizar
as autoridades para a internação domiciliar do G. e tornar
conhecida essa patologia. Aqui vale citar um número: uma em
cada 50 pessoas é portadora sã da mutação e uma em cada
10 mil crianças nascidas é afetada pela doença",
descreve o pai do menino. O endereço do blog na internet é
blog-do-gabi.blogspot.com. (A Notícia)
HU
suspende eletivas e fecha PAM amanhã - Mato Grosso do Sul
Com
as cirurgias eletivas suspensas desde o dia 15 passado, o
Hospital Universitário deverá, literalmente, fechar as
portas com a suspensão das atividades, a partir da
meia-noite de hoje, pelo Pronto Atendimento Médico (PAM). A
unidade de emergência socorre, em média, 100 pessoas por
dia.
Nos três principais hospitais da cidade, cerca de 530
pacientes recebem atendimento diário. Sem o serviço no HU,
a demanda nas demais instituições de saúde sobrecarregará
em torno de 20%. De acordo com o diretor-geral em exercício
do HU, Carlos Geraldo de Medeiros, faltam médicos
plantonistas. Existem apenas nove, mas são necessários 78
profissionais.
"A deficiência era coberta por meio de contratações
emergenciais, uma espécie de serviço terceirizado, porém,
devido à burocracia, esses profissionais são pagos, em média,
de quatro em quatro meses. Isso desestimulou a classe, por
isso, muitos deixaram de fazer plantões", explicou
Medeiros.
O fechamento do PAM foi comunicado na terça-feira ao Ministério
Público Estadual e às secretarias municipal e estadual de
Saúde. Foi estipulado um prazo de 72 horas para as
entidades apresentarem uma solução para o déficit de médicos.
Só ambulatório
Para o secretário municipal de Saúde, Luiz Henrique
Mandetta, as cirurgias eletivas no HU estão suspensas desde
o dia 15 de agosto. Com a decisão de fechar o PAM, a
instituição deixará de funcionar como hospital e só
manterá o atendimento nos ambulatórios, realizando
eventuais internações clínicas.
Ele lamentou a decisão após o município realizar esforços
para solucionar os problemas do hospital. Em fevereiro deste
ano, o Ministério da Saúde elevou os repasses aos HU de R$
900 mil para R$ 1,097 milhão. Foi garantido ainda dinheiro
para a compra de equipamentos e até R$ 2,5 milhões para a
construção do novo PAM
Até o problema de pagamento dos plantões foi solucionado,
com o aval de um ano dado pelo Tribunal de Contas da União
(TCU). Com o problema de recurso solucionado, a diretoria do
HU decidiu suspender o atendimento de emergência alegando déficit
no número de plantonistas. Mandetta espera intervenção do
Ministério Público Federal para evitar que a crise atinja
a população sul-mato-grossense.
Empurra, empurra
Sobre a possibilidade de encontrar uma solução para a
questão, o diretor-executivo da Secretaria Municipal de Saúde,
Salim Chiad, alega que não cabe ao município contratar
profissionais para o HU. "Temos problemas diários para
resolver em cerca de 90 unidades de saúde da Capital. As
dificuldades de políticas de contratações são da alçada
da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul",
argumentou.
Em contrapartida, Medeiros afirmou que o atendimento de urgência
e emergência da Capital é de responsabilidade do município
e que o HU tem como meta principal a educação. "Os
demais serviços dos hospitais permanecerão em plena
atividade e o fechamento do PAM pode ser temporário ou até
mesmo permanente", acrescentou.
Com a suspensão das atividades do PAM, Chiad prevê
problemas na rede de saúde de todo o Estado. "Os três
principais hospitais da Capital atuam de forma integrada,
dando suporte um para o outro", analisou. Mandetta
adiantou que serão abertos novos leitos na Santa Casa, de
600 para 700, e no Hospital Regional. (Lidiane Kober e
Edivaldo Bitencourt - Correio do Estado)
MP
obriga Alagoas a criar leito neonatal - Alagoas
A
Procuradoria Geral da República e o Ministério Público
Estadual decidiram ajuizar Ação Civil Pública para
obrigar o Estado e alguns municípios a garantir leitos
neonatais na quantidade necessária ao atendimento da população.
A ação será impetrada na Justiça Federal, pois tanto a
PGR quanto o MP concordaram que a União deve ser incluída
como responsável passivo pela carência dos leitos.A ação
será impetrada na Justiça Federal, pois tanto a PGR quanto
o MP concordaram que a União deve ser incluída como
responsável passivo pela carência dos leitos.
Desde maio do ano passado, quando a falta de condições de
atendimento a recém-nascidos em UTIs e de Cuidados
Intermediários (UCIs) chegou a níveis alarmantes, que a
Procuradoria da República investiga a situação. (Gazeta
de Alagoas)
Unidades
serão responsáveis pelo próprio lixo hospitalar - Bahia
Salvador
- A partir de 5 de setembro, as unidades de saúde de
Salvador (hospitais, clínicas médicas e laboratórios) serão
responsáveis pelo recolhimento do próprio lixo hospitalar,
e não mais a Limpurb, conforme o Decreto 16.592, de 5 de
julho de 2006, publicado no Diário Oficial do Município. A
medida foi estabelecida conforme regulamentação do
Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O presidente da Limpurb, Fábio Rios Mota, esclarece que a
medida só abrange o lixo oriundo de serviços hospitalares,
como seringas e material resultante das cirurgias. Contudo,
o lixo ordinário domiciliar dos hospitais continuará sendo
coletado pela Limpurb. Fábio Mota explica que a vala séptica,
no bairro de Canabrava, está quase com a capacidade de
armazenamento esgotada, recebendo cerca de 650 mil toneladas
mensais de lixo hospitalar. 'De acordo com a Anvisa, o lixo
hospitalar deverá ser tratado pelo gerador e não podemos
ir de encontro a essas normas', acrescentou.
O recolhimento deverá ser feito seguindo regulamentações
da Anvisa e a Limpurb fica responsável pelo credenciamento
dos transportes até as empresas que realizarão o
tratamento dos resíduos. O presidente da Associação de
Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (AHSEB),
José Augusto Andrade, em reunião nesta quarta-feira (23)
com o presidente da Limpurb, disse que vai tentar uma audiência
com o prefeito João Henrique, para ampliar o prazo para que
as unidades de saúde privadas se adequem às normas
estabelecidas, alegando que ainda não têm estrutura para
realizar a coleta do lixo. (iBahia)