Pazuello assume efetivamente o Ministério da Saúde

17/09/2020
Crédito: Erasmo Salomão/MS

O general Eduardo Pazuello assumiu de forma efetiva hoje o Ministério da Saúde, em cerimônia no Palácio do Planalto. Ele já estava no cargo como interino desde o dia 3 de junho, quando sua nomeação saiu no Diário Oficial da União (DOU). Mas ele já ocupava o cargo desde 15 de maio, quando o ministro Nelson Teich pediu demissão.

 

Pazuello reforçou hoje que o Brasil espera oferecer a vacina contra covid-19 a partir de janeiro.

 

“O cronograma assinado é a partir de janeiro, com possibilidade de antecipar caso os testes e a conclusão da vacina sejam antecipados”, afirmou, em coletiva de imprensa após a posse. “A partir de janeiro é a chegada das doses e começaria a vacinação”, completou.

 

O governo federal fez uma reserva inicial de 100 milhões de doses, com prioridade de recebimento em função da participação do país na pesquisa conduzida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca.

 

Na cerimônia de posse, Pazuello afirmou que o país atingiu uma estabilidade na pandemia, com tendência de queda em algumas regiões, e voltou a defender o tratamento precoce da doença. O ministro destacou ainda a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), que, na sua avaliação, foi fundamental para que o país tenha enfrentado a doença.

 

“Nós vimos que ficar em casa esperando a falta de ar não era o melhor remédio. O tratamento precoce salva vidas”, afirmou Pazuello. “Por isso, temos falado dia após dia 'procure um médico logo aos primeiros sintomas'”.

 

O ministro afirmou que o SUS não entrou em colapso e que isso não irá acontecer e exaltou o número de 3,6 milhões de pessoas curadas, um dos maiores índices do mundo.

 

“Com esse esforço, atingimos situação de estabilidade bem definida. No Norte e Nordeste, as pessoas já começam a voltar à normalidade. No Centro-Sul, a tendência de queda é clara”, acrescentou.

 

O ministro expressou solidariedade aos familiares de vítimas da covid-19, mas não fez menção ao número de mortes.

 

Pazuello vem sido elogiado por secretários estaduais da área por conta do seu trabalho na disponibilização de equipamentos e medicamentos no combate à covid-19. Mas sofre com críticas devido à pouca familiaridade com a área e também pelo fato de ser um interino.

 

No último dia 20, Pazuello entregou o comando da 12ª Região Militar, cargo que acumulava juntamente com a pasta. À época, interlocutores do general disseram ao Valor que ele permaneceria à frente do ministério pelo menos até o fim da pandemia.

 

Forças Armadas

Pazuello já afirmou a pessoas próximas que, apesar de ter sido efetivado, não pretende passar à reserva, como fizeram os demais integrantes do primeiro escalão.

 

Há pressões nas Forças Armadas para que os ministros militares saiam da ativa. O incômodo maior do generalato era com a situação de Ramos, responsável pela articulação política e pela negociação “no varejo” com parlamentares sobre emendas e cargos no governo. Ramos passou à reserva em agosto.

 

A situação do general à frente da pasta esteve seriamente ameaçada na primeira quinzena de julho, quando o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que o Exército estava se “associando a um genocídio”, em referência à condução da crise do novo coronavírus pelo governo de Jair Bolsonaro.

 

 

Fonte: Valor Econômico

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