Autoridades de saúde se preocupam com queda nos números da vacinação no Brasil

25/04/2019

No Brasil, as autoridades de saúde também estão preocupadas com a queda nos números da vacinação e buscam conscientizar os pais sobre a importância extrema de tomar as vacinas contra várias doenças.

Por distribuir de graça 19 tipos de vacinas, e por ter erradicado doenças que ainda circulam em outros países, o Brasil virou referência mundial em campanhas de imunização.

 

“Temos hoje um dos programas de imunização mais importantes, mais democráticos do mundo, temos vacinas muito seguras que são exportadas, são doadas pra vários países, então é fundamental a participação de toda a sociedade”, destaca Wanderson Kleber de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde.

 

Mas esse orgulho está se transformando em preocupação com a queda em média de 20 pontos percentuais nos índices de vacinação. Para entender por que isso está acontecendo pesquisadores de faculdades de medicina de São Paulo entrevistaram mães e pais. No total, 95% concordam que seguir o esquema de vacinação é o melhor para seus filhos. Só que 38% tem muita preocupação com a segurança das vacinas e 45% temem reações ou efeitos adversos; 12% acham que os filhos recebem vacina demais.

 

Foram as mortes, paralisias e deformidades causadas por doenças graves que estimularam a criação das vacinas. Produzidas muitas vezes em laboratórios públicos como do Instituto Butantã em São Paulo, as vacinas fazem uma espécie de treino que ajuda o organismo a identificar rapidamente e derrotar vírus, bactérias e outros agentes causadores de doenças. Sem a ajuda das vacinas o organismo pode demorar demais ou simplesmente não conseguir reagir.

 

A coordenadora do estudo lembra bem desse cenário terrível. “Nós tínhamos enfermarias lotadas de sarampo grave, crianças que morriam em consequência do sarampo, nós tínhamos enfermaria de difteria, que é uma doença que o médico jovem nunca viu, nós tínhamos tétano, nós tínhamos meningite por todos os agentes que hoje nós temos vacinas”, destaca Célia de Menezes Succi, infectologista – Unifesp.

Fonte: Jornal Nacional

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