Companhias querem cortar custos na área de saúde

19/10/2018

Pesquisa realizada pela consultoria Willis Towers Watson aponta que redesenhar planos de saúde para cortar custos será a prioridade da maioria (85%) das companhias do Brasil nos próximos três anos. O ponto mais citado, por 84% das 1000 empresas pesquisadas, diz respeito à ampliação de programas de bem-estar e saúde para influenciar mais o comportamento dos funcionários. As duas médias cresceram na comparação com a pesquisa feita no ano passado e são maiores que na América Latina como um todo.

Hoje, 49% das empresas brasileiras pesquisadas têm incentivos a atividades físicas – quando adicionadas as companhias que planejam oferecer esse benefício nos próximos três anos, esse número sobe para 72%. Os formatos mais comuns são convênios com academias e a criação de grupos de corrida ou outros esportes. Quase 40% das companhias fazem algum tipo de gerenciamento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, número que deve subir para 64% nos próximos anos. Com isso, as empresas buscam acompanhar se os funcionários fazem exames periódicos, o que pode evitar uma internação no futuro.

 

Segundo Felinto Sernache, líder da área de consultoria e soluções em previdência para a América Latina na Willis Towers Watson, um impedimento ao crescimento desse tipo de programa é o receio entre os funcionários de se exporem como grupos de risco.

 

Entretanto, a pesquisa registra também certa desconexão entre as opiniões dos empregadores e dos funcionários sobre programas de bem-estar.

 

Um problema pode ser a distância entre o discurso dos programas e a realidade de trabalho na empresa: enquanto 66% dos empregadores acham que a organização promove um ambiente de trabalho saudável, só 46% dos funcionários concordam.

 

Hoje 66% dos empregadores veem o estresse como principal problema entre os funcionários, mas só 20% já tomam medidas para diminuí-lo. Sedentarismo, sobrepeso, dificuldades financeiras e tabagismo são outros problemas identificados pelas empresas. Embora seja um tema que ainda apareça menos como parte de programas de benefícios, as medidas para ampliar a segurança financeira também devem crescer, segundo a pesquisa. Hoje, 22% das empresas brasileiras têm programas com esse perfil, número que sobe para 33% quando incluídas as que planejam incluí-lo nos próximos três anos. Os formatos mais comuns, segundo Sernache, são compartilhamento de planilhas de planejamento financeiro, palestras com especialistas e aplicativos que auxiliam nas contas pessoais.

Fonte: Valor Econômico, por Letícia Arcoverde.

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