Custo da saúde: hospitalização excessiva e falta de gestão aumentam valores

30/09/2019

Hospitalização excessiva e de alto custo, ausência de foco em valor e a falta de gestão em saúde populacional foram alguns dos fatores citados pelo médico e CEO da Livon Saúde, Rodrigo Tanus, para o crescimento insustentável do custo da saúde no Brasil. Rodrigo foi um dos palestrantes do segundo painel do Correio Debate: saúde suplementar, consumo e sustentabilidade realizado nesta quarta-feira (25/9) no auditório do jornal. O painel tratou sobre prevenção e longevidade.

 

Rodrigo acredita que é necessário uma “disrupção” do pensamento atual sobre o sistema. Para o CEO, a mudança tem que envolver os prestadores de serviço, médicos, já que os mesmos não conhecem o que é valor em saúde. Rodrigo explica que o valor em saúde é o resultado clínico que importa para o paciente dividido pelo custo da assistência. “Toda assistência, por menor que seja, custa. Esse valor em saúde tem que ser positivo, o que não acontece nos dias atuais.

 

Como médico, ele explica que os prestadores de serviço não têm na própria formação uma visão direcionada para os negócios em saúde. “Os prestadores têm uma mentalidade na qual ele fatura mais quando ele gera mais procedimentos”, explica. A ausência de monitoramento e da mensuração dos desfechos clínicos colabora para uma ausência de foco no valor. 

 

A falta de mensuração de informações também não permite que o Brasil possa afirmar a resolutividade da atenção primária. “Entendemos que a necessidade da atenção primária à saúde é praticamente vital. Precisamos de atenção primária para 100% das pessoas, mas não há como provar essa resolutividade”, explica. A operacionalização da atenção primária seria necessária para uma mudança de gestão de saúde.

 

Fonte: Correio Braziliense

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