Pesquisa revela falta de maturidade na adoção de soluções de TI em saúde

18/10/2019

De forma geral, o mercado brasileiro ainda está imaturo em relação à adoção e à utilização das soluções de TI. Essa é uma das conclusões de Rita Ragazi, Research Manager Healthcare da Frost & Sullivan, feita com base no estudo “A visão dos executivos de TI em Saúde sobre o mercado brasileiro de saúde”. A primeira edição da pesquisa – desenvolvida pela F&S em conjunto com a Associação Brasileira CIO Saúde (ABCIS) – foi apresentada em São Paulo, no final do mês de junho, reunindo mais de 80 especialistas em TI em Saúde, entre CIOs e executivos da indústria.

 

De acordo com o estudo, as três prioridades no Brasil para usar aplicativos de TI na área de saúde são: redução de custos (40%), melhorar a qualidade do cuidado e a satisfação dos pacientes (28%), e governança corporativa e compliance (13%). Já os três desafios são: orçamento insuficiente para sistemas de TI (47%), falta de reconhecimento da TI como estratégia vertical (16%), utilização de sistemas antigos e falta de infraestrutura (13%).

 

 

 

De acordo com Rita, um dos indicadores que chamou a atenção está relacionado ao baixo nível de investimento em TI pelas instituições. Além disso, o principal objetivo identificado é adotar determinadas tecnologias em saúde que ainda são muito básicas e operacionais. “Temos diversas tecnologias e plataformas extremamente relevantes para suportar a ação não apenas do CIO mas também do CEO dentro de um hospital, mas ainda não conseguimos alcançar isso, seja por questão de implementação ou adoção destas tecnologias”, conta. Por exemplo, o CIO implementa um novo sistema, mas o usuário final não o usa plenamente ou simplesmente não o utiliza. Isso faz com que não seja possível avaliar o ROI sobre todo o investimento inicial realizado.

 

Outro ponto destacado pela executiva da F&S é a diferença na ativação dos CIOs. Metade dos entrevistados que responderam à pesquisa são do estado de São Paulo, o que remete à reflexão sobre como os executivos de TI de outros estados estão conectados a isso. “Sabemos que há diferenças de investimento e comunicação, mas como estas informações e conhecimentos estão distribuídos por todo o Brasil?”, questiona.

 

Jihan Zoghbi, presidente da ABCIS, avalia de forma positiva tanto a parceria com a Frost & Sulivan quanto a publicação do estudo. “A F&S é uma empresa muito forte e com altíssima credibilidade no mercado e na área de pesquisas, e a ABCIS tem força em agregar os formadores de opinião de todo o país no segmento de TI em saúde. A união dessas entidades resultou em uma sólida pesquisa muito relevante para o setor”, expõe.

 

Segundo ela, com os indicadores gerados pela pesquisa, tanto os hospitais podem conduzir de maneira mais assertiva onde investir suas verbas de tecnologia, quanto a indústria de TI pode avaliar onde precisam aprimorar suas estratégias para melhor atender os hospitais. “Com a participação de muitos CIOs durante o levantamento, tanto na área pública quanto na privada, pudemos traçar um cenário sobre a maturidade do segmento no Brasil.”

 

Um dos pontos que Jihan destaca é o baixo investimento em segurança da informação por parte das instituições de saúde. “Outro ponto foi que a indústria precisa desenvolver e oferecer mais ferramentas de acompanhamento do paciente não só dentro da instituição, mas também quando ele recebe alta. Esse acompanhamento poderia evitar um possível retorno ao sistema, o que gera mais custos e diminui a qualidade de vida”, acrescenta.

 

Com a publicação desta primeira edição, o objetivo é levar mais informações para estes profissionais e criar a cultura do compartilhamento, consolidando ainda mais este segmento dentro da saúde no Brasil.

 

A pesquisa

 

Realizada de forma on-line, a pesquisa foi respondida por quase 100 líderes de TI, sendo 23,8% de hospitais públicos e 76,2% de privados, de médio e grande portes, a maioria localizada em São Paulo. Dos participantes, 37,6% são gerentes de TI e 31%, CIOs. O material completo pode ser solicitado no endereço bit.ly/2YPsQdK.

Fonte: Portal Hospitais Brasil

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