Portarias definem monitoramento e atendimento para a retomada

29/06/2020

“Além da testagem de funcionários, de novas arquiteturas nos postos de trabalho e redução da concentração de pessoal, será preciso cuidar dos grupos e comunidades que convivem com os funcionários para conseguir eficácia e mitigar efeitos da propagação do Covid-19”. O alerta sobre a necessidade de as empresas incluírem outros ambientes frequentados pelos seus empregados nos cuidados de prevenção à Covid-19, agora que a flexibilização começa a acontecer em várias cidades e estados, é de Guilherme Salgado, da Teg Saúde, empresa de gestão em saúde corporativa que cuida de mais de 200 mil vidas em todo o país.

 

“As empresas estão readequando seus espaços de trabalho e adotando medidas de distanciamento nos ambientes internos, além de outras ações de proteção individual, como a testes constantes de seus empregados, o que é correto. Mas, se não analisarem todo o contexto epidemiológico, o que inclui os demais ambientes como o transporte público e até as residências dos funcionários, apenas as medidas individuais e pontuais podem não ser suficientes para proteger a organização de uma nova onda de contaminações”, alerta Guilherme.

 

Isto significa que as corporações precisam desenvolver planos de retomada e monitoramento que considerem o ciclo completo de vida dos colaboradores, de ponta a ponta; pois eles podem ser contaminados em outros locais, como no deslocamento para o trabalho, levando o problema para dentro das empresas, apesar de todo o investimento em prevenção. A informação completa tornou-se tão importante que, na última semana, o Ministério da Economia e o Ministério da Saúde publicaram duas portarias conjuntas que incluem o monitoramento mais amplo dos empregados, com pesquisa constante sobre ocorrências individuais e dentro dos grupos de contato de cada um dos colaboradores, como procedimentos a serem adotados pelas empresas. São elas:

 

•  Ações para identificação precoce e afastamento dos trabalhadores com sinais e sintomas compatíveis com a Covid-19 antes do retorno

 

•  Procedimentos para que os trabalhadores possam reportar à organização, inclusive de forma remota, sinais ou sintomas compatíveis com a Covid-19 ou contato com caso confirmado

 

•  Afastamento de trabalhadores que residirem com pessoas infectadas por quatorze dias

 

•  Informar os trabalhadores que apresentarem sintomas e relatar imediatamente as organizações

 

“Somente adotando uma cultura analítica e de planejamento é que será possível às organizações retomarem suas atividades com menores chances de contágio de seus empregados, e, portanto, também com gastos menores em caso de novas ondas de contaminação que levem a novas quarentenas, já que mesmo em home office, é possível às pessoas serem contaminadas”, explica Salgado, lembrando que ainda por um bom tempo será preciso conviver com incertezas, até que uma vacina esteja disponível.

 

Outro dado importante para o qual as companhias precisam estar atentas em relação aos seus colaboradores é para a elevada chance de outras doenças se manifestarem, porque muitas pessoas suspenderam tratamentos por causa da quarentena ou deixaram de tratar problemas surgidos durante este período, com receio de procurar um hospital.

 

“O investimento na preparação das empresas para a retomada das atividades está sendo muito grande, e se elas considerarem apenas os aspectos relacionados à prevenção da Covid-19, poderão enfrentar outras dificuldades relacionadas à saúde. As próprias autoridades de saúde têm alertado para as outras moléstias que deixaram de ser tratadas e que agora, com a retomada, ainda que gradual, das atividades, poderão se manifestar, causando absenteísmo e gastos adicionais com os colaboradores”, diz o executivo.

 

Todos estes procedimentos já são adotados pela Teg Saúde, empresa que oferece serviço de gestão de saúde corporativa com o apoio de aplicativo e tecnologia em que o funcionário diariamente, antes mesmo de ir ao trabalho, responde um questionário médico e é avaliado por profissionais de saúde. Com base nessas respostas, a inteligência artificial aciona um alerta caso o funcionário seja um potencial caso de Covid-19, informando empresa e colaborador e evitando que este saia de casa, use o transporte público e tenha contato com outras pessoas.

 

Para os casos suspeitos, há o acompanhamento por telemedicina e novo teste até que nenhum sintoma seja detectado como preocupante e o colaborador possa “ter alta”, ou seja, retornar ao trabalho. Também é possível estender o acompanhamento aos familiares ampliando as informações e segurança dos trabalhadores.

 

Fonte: Saúde Business

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