Saúde gera quase 17% dos empregos formais do Brasil em 2018

01/02/2019

A crise que afetou o país teve relevante impacto na rentabilidade de prestadores privados de saúde por todo o país. Apesar disso, algumas realidades se impuseram e os prestadores continuaram investindo e empregando. Uma dessas realidades é a crescente demanda de serviços de saúde no futuro próximo, devido ao acelerado envelhecimento da população. Além disso, não se pode parar de investir quando há um verdadeiro compromisso com a manutenção de elevados padrões de qualidade e atualização tecnológica.

 

Levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), lançados pelo Ministério da Economia no dia 23 de janeiro, mostra que ao longo de 2018 os prestadores de saúde privados registraram um total de 610.015 admissões, contra 521.034 demissões, alcançando um saldo positivo de 88.981 postos de trabalho. No acumulado do ano, os empregos celetistas gerados pelos segmento representaram um percentual de 16,8% dos novos postos de trabalho formais criados em todo o Brasil em 2018.

 

De acordo com o CAGED, as cinco regiões do país apresentaram saldo positivo do emprego formal na segmento de prestadores de saúde privados. O maior número de vagas registradas foi no Sudeste (44.665 mil postos), mais do que o dobro da região Nordeste (17.098 mil postos), seguido pelas regiões Centro Oeste (14.423 mil postos), Sul (10.386 mil postos) e Norte (2.409 postos).

 

Das unidades federativas, 26 registraram expansão do emprego no segmento. Os melhores resultados foram alcançados pelos Estados de São Paulo, com 25.608 novas vagas; Minas Gerais, com 12.243 vagas; Distrito Federal, com 9.639 vagas; e Bahia, com 5.579 vagas. Apenas o Acre apresentou saldo negativo de empregos formais na Saúde (-119 vagas).

 

O setor também apresentou uma forte expansão no saldo da geração de postos de trabalho se comparado com anos anteriores. No comparativo com o saldo final do ano de 2017 (49.192 vagas) o setor teve uma expansão de 80% de postos de trabalho, já em relação a 2016 (39.759 vagas) foi de 123% e em 2015 (50.687 vagas) de 75%.

 

Nos últimos 9 anos (2010-2018), os prestadores privados de saúde foram responsáveis por um saldo positivo de mais de 704 mil empregos formais (CLT) no país. Atualmente, o estoque de empregos no segmento é de 2.066.533 empregos formais, ficando a frente de segmentos importantes como a Construção Civil (2.010.217) e a Agricultura (1.559.184).

 

Esse resultado alcançado em 2018 torna-se ainda mais expressivo ao compararmos com o saldo registrado por outros segmentos econômicos no mesmo período. O saldo positivo dos postos de trabalho em prestadores privados de saúde foi 34 vezes maior do que o saldo de todos os segmentos que compõem a Indústria de Transformação (2.610); 5 vezes maior que a da Construção Civil (17.957); e 27 vezes maior do que da Agricultura (3.245).

 

O presidente da Confederação Nacional da Saúde (CNSaúde), Breno Monteiro, comemora os resultados divulgados pelo CAGED:

 

“Os números são expressamente positivos e mostram a grande importância que o setor da saúde possui para a economia do país. A expectativa da CNSaúde é que os resultados permaneçam crescendo nos próximos anos”, concluiu Breno Monteiro.

Gênero e Escolaridade

 

A análise dos dados do CAGED demonstra ainda algumas características dos empregos gerados no segmento de prestadores privados de saúde. Do saldo total de 88.891 postos de trabalho criados em 2018, um percentual de 74% foi ocupado pelo gênero feminino, ou seja, 65.852 postos de trabalho. Outra característica do setor é a extinção dos postos de trabalho ocupados por trabalhadores com baixo nível de escolaridade (até o fundamental incompleto), foram extintos 3774 vagas. Enquanto que para pessoas com nível de escolaridade maior (médio incompleto a superior completo) foram criadas 92.755 vagas.

 

Faixa Etária

 

A faixa etária onde concentram-se o maior número de trabalhadores é a de 18 a 24 anos, com 57.304 postos de trabalho gerados; seguida da faixa etária de 25 a 29 anos, com 22.680 postos de trabalho, e a de 30 a 39 anos, com 19.385 postos de trabalho. Trabalhadores com a faixa etária mais elevada tiveram um redução no número dos postos de trabalho, como foi o caso dos trabalhadores entre 50 a 64 anos, que tiveram -13.782 postos de trabalho, e de 65 anos ou mais, com uma redução de -2.321 vagas.

 

Por tamanho de estabelecimento

 

Os estabelecimentos privados de saúde que mais geraram empregos formais foram os que contêm até quatro trabalhadores, sendo responsáveis por criarem 37.605 postos de trabalho. A segunda faixa de tamanho de estabelecimento que mais gerou empregos formais foi a de 1000 ou mais, sendo responsável por 13.883 postos de trabalho.

 

Confira abaixo as tabelas com os dados do CAGED em detalhes:

Fonte: CNSaúde

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