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Saúde suplementar dá primeiros sinais de reação

31/10/2017

O mercado de planos de saúde médico-hospitalares parece estar reagindo aos primeiros sinais de recuperação da economia nacional. De acordo com a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o ritmo de redução de beneficiários destes planos está desacelerando. “Ainda não podemos falar em recuperação, já que o setor perdeu mais de três milhões de vínculos nos últimos anos, mas ao menos há sinais indicando uma tendência para estabilização”, avalia Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS.

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De acordo com a NAB, o rompimento de vínculos com planos médico-hospitalares está desacelerando. Em outubro de 2016, este mercado recuava a 3,3% na comparação de 12 meses. Hoje, contudo, o recuo está em 1,3%. O que significa que nos 12 meses encerrados em setembro de 2017, 624,6 mil vínculos foram rompidos no Brasil.

 

Carneiro explica que o cenário não é mais positivo porque a retomada da economia está fortemente apoiada em setores que historicamente não oferecem o benefício de plano de saúde aos seus colaboradores, como o setor rural. “Além disso, temos visto um forte crescimento do mercado informal no País. O que não contribui para o setor de saúde suplementar já que um trabalhador sem carteira assinada não recebe benefícios e, sem a segurança do vínculo empregatício, as famílias demoram mais para retomar o contrato com o plano, por medo de não conseguir manter o benefício. Mesmo com este sendo um dos três bens mais desejados pelo brasileiro”, argumenta. “Também precisamos considerar que, com o prolongado período de crise econômica, muitas famílias ficaram inadimplentes e é natural que nesse período de retomada da economia as famílias procurem quitar seus débitos antes de adquirir novos bens, mesmo os que consideram fundamentais”.

 

O executivo aponta, entretanto, que enquanto o mercado formal não voltar a crescer, dificilmente veremos uma retomada robusta do crescimento de beneficiários médico-hospitalares, já que os planos coletivos empresariais (aqueles oferecidos pelas empresas aos seus colaboradores) respondem por 66,6% do mercado de saúde médico-hospitalar.

 

Dos 624,6 mil vínculos rompidos entre setembro de 2017 e o mesmo mês do ano passado, 92,8% se concentram na região Sudeste do Brasil: o que significa que 579,8 mil beneficiários deixaram de contar com seus planos. Queda de 2%. Apenas em São Paulo foram 355,8 mil, o que representa um recuo também de 2%. No Rio de Janeiro, o recuo foi proporcionalmente maior: 3,7% dos beneficiários locais romperam o vínculo com o plano. O que significa 206,6 mil beneficiários a menos.

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No Centro-Oeste e no Nordeste a retração foi de apenas 0,7%. O que equivale a 21,2 mil vínculos rompidos no Centro-Oeste e 47,1 mil, no Nordeste.

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Por outro lado, as regiões Sul e Norte do Brasil apresentaram ligeira alta. No Sul, foram registrados 6,5 mil novos vínculos. Avanço de 0,1%. Já no Norte, houve incremento de 0,3% ou 5 mil novos beneficiários.

 

Enquanto os planos médico-hospitalares estão esperando por dias melhores, o mercado de planos exclusivamente odontológicos continua com motivos de sobra para sorrir. Nos 12 meses encerrados em setembro de 2017, o segmento avançou 7,8%, firmando 1,7 milhão de novos vínculos. Destes, 899,5 mil (54,4%) se concentram no Sudeste e 502,3 mil (30,4%), no Nordeste.

 

Fonte: Saúde Business

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